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Banco Ripado


Artista: Autor Desconhecido

Data: 1960

Tipo: Banco

Dimensão: 40 x 155 x 50 cm

Técnica: Madeira Nobre

Status: Disponível

Cód ID #425

Preço: R$ 12.000,00


Este banco ripado, produzido por volta de 1960 e de autoria não identificada, insere-se em um momento em que o mobiliário brasileiro moderno desenvolvia uma linguagem própria a partir da valorização das madeiras nativas. Os anos 1950 e 60 correspondem ao período de maior efervescência desse processo: enquanto designers como Joaquim Tenreiro, Sergio Rodrigues e Zanine Caldas estabeleciam as bases de um vocabulário nacional, uma produção paralela — de marceneiros e ateliês anônimos — assimilava essa gramática e a traduzia em peças de uso corrente, frequentemente sem assinatura. O banco se enquadra nessa linhagem, compartilhando com ela o domínio construtivo e a preferência pela madeira maciça como material único e suficiente.

A peça mede 40 × 155 × 50 cm e é executada integralmente em madeira nobre de tonalidade avermelhada escura, compatível com espécies como jacarandá ou roxinho, comuns na produção brasileira do período. O tampo é composto por réguas paralelas de seção retangular, dispostas longitudinalmente com espaçamento regular entre elas — formando o padrão ripado que dá nome à peça. Cada ripa assenta sobre dois travessas transversais, que por sua vez se apoiam em quatro pernas de seção quadrada, encaixadas às extremidades e ao centro da estrutura. As uniões são resolvidas por encaixes e fixações aparentes, sem dissimulação. O acabamento preserva o veio natural da madeira, com variações de cor que evidenciam a idade do material.

O desenho organiza-se por uma lógica de máxima economia: todas as peças pertencem ao mesmo sistema construtivo, repetido sem variação, e o resultado formal é consequência direta dessa estrutura, sem elementos decorativos ou acessórios. A leveza visual — obtida pelo ritmo dos vazios entre as ripas e pela baixa altura da base — contrasta com a robustez das seções de madeira, criando um equilíbrio entre peso e transparência característico das melhores peças dessa tradição. Essa coerência entre meio e fim, sem concessões ornamentais, é o que aproxima o banco de uma linguagem de design mesmo na ausência de autoria.


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