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Banqueta em ferro Banqueta em ferro Banqueta em ferro Banqueta em ferro Banqueta em ferro Banqueta em ferro Banqueta em ferro Banqueta em ferro Banqueta em ferro

Banqueta em ferro


Artista: Guido Faleschini

Data: Anos 70

Tipo: Banqueta

Dimensão: 32 x 60 x 39 cm

Técnica: Ferro tubular curvado com e pintado de preto.

Status: Disponível

Cód ID #431

Preço: R$ 5.000,00


Guido Faleschini foi um dos designers italianos que desenvolveu carreira na interseção entre artesanato e produção industrial durante os anos 1970, período em que o design italiano experimentava com novos materiais e configurações para o mobiliário doméstico. Associado principalmente à Mariani e à i4 Mariani, Faleschini explorou com frequência o ferro tubular curvado como elemento estrutural, explorando as possibilidades formais do metal dobrado em raios amplos — uma linguagem que dialogava tanto com a tradição do tubular cromado do modernismo quanto com a liberdade formal que caracterizou o design italiano daquela década.

A banqueta é construída em ferro tubular de seção circular, pintado de preto, dobrado em dois arcos simétricos que se repetem nas extremidades da peça. Cada arco descreve uma curva contínua: parte do piso em base plana, sobe verticalmente, curva-se para dentro formando a estrutura lateral de suporte e retorna ao piso no lado oposto — de modo que a base e os apoios são resolvidos por um único elemento de arame dobrado em cada lado. Os dois arcos são unidos por travessas horizontais que definem o plano do assento, com dimensões de 60 × 39 cm e apenas 32 cm de altura. Sobre essa estrutura repousa uma almofada solta em lona bege, fixada à armação por ilhoses metálicos dourados e cordas trançadas em preto que percorrem a face inferior, amarradas centralmente por um nó ajustável — sistema que permite remover e recolocar o assento sem ferramentas.

O interesse da peça está na coerência entre sistema construtivo e resultado formal. Os arcos de ferro não são suporte para o assento: são o desenho inteiro da peça. A almofada solta, fixada por cordas aparentes, não dissimula o mecanismo de ancoragem — ao contrário, o expõe como parte do vocabulário visual do objeto. Essa transparência construtiva, somada à altura baixa e ao perfil horizontal alongado, situa a banqueta num registro informal e funcional que é característico de um certo momento do design italiano, quando a leveza dos meios era tanto uma opção estética quanto uma posição projetual.


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