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Estante Modular Estante Modular Estante Modular Estante Modular Estante Modular Estante Modular Estante Modular Estante Modular Estante Modular Estante Modular

Estante Modular


Artista: Adriaan Dekker

Data: 1958

Edição: Tomado, Países Baixos

Tipo: Aparador de Parede

Dimensão: 136 x 283 x 21 cm 15 prateleiras de 70 x 21 cm e 8 módulos laterais de 68 x 20 cm. Medidas totais variáveis conforme a montagem. Na configuração fotografada: 136 x 283 x 21 cm.

Técnica: Estrutura em vergalhão de aço e prateleiras em chapa dobrada, pintadas nas cores originais.

Status: Disponível

Cód ID #400

Price: upon request


A Tomado foi fundada em 1923, em Dordrecht, pelos irmãos Jan e Wim van der Togt, e o nome é a contração da razão social: Van der Togt Massa Artikelen Dordrecht. Começou fabricando ganchinhos de cobre para pendurar quadros em papel de parede e cresceu depois que a Associação Neerlandesa de Donas de Casa encomendou um escorredor de louça em arame de aço. Foi o arame que definiu a empresa. Na reconstrução do pós-guerra, com apartamentos pequenos e orçamentos curtos, os produtos da Tomado se tornaram o equipamento padrão da casa moderna neerlandesa, presentes em praticamente todo lar do país. A estante de parede entrou em produção em 1958 e é o item mais ambicioso dessa lógica: leva ao mobiliário a mesma matéria-prima e o mesmo maquinário das utilidades domésticas. O tipo tinha precedente sueco, a estante String de Nils e Kajsa Strinning, de 1949, que já usava escadas de arame para sustentar prateleiras. A Tomado levou a ideia adiante ao fazer tudo em aço.

São dois componentes, e só. As laterais são escadas de vergalhão de aço pintado de preto, dois montantes verticais com travessas soldadas em intervalos regulares, fixadas à parede por chapinhas com rasgo em fechadura e parafusos de latão. Cada prateleira se apoia em um suporte de arame que projeta da parede em triângulo, com uma diagonal que trava o esforço de volta no montante. As prateleiras são de chapa de aço dobrada nas bordas, o que lhes dá rigidez sem aumentar espessura, e vêm pintadas em vermelho, amarelo, preto, verde, cinza e creme. A altura de cada uma se altera mudando o suporte de travessa, e o conjunto se estende lateralmente pela adição de mais uma escada.

O sistema se define pelo que não tem. Não há laterais fechadas, fundo, base nem dimensão total. A parede faz o trabalho estrutural que em uma estante convencional caberia à própria carcaça, e o que sobra do móvel são o plano de apoio e o mínimo necessário para segurá-lo. Isso tem uma consequência direta: a peça não possui uma forma final. Cada montagem é um desenho novo, e as três configurações fotografadas aqui são o mesmo conjunto. A cor entra por essa mesma porta. Ela não é ornamento aplicado sobre a estante, e sim o próprio processo industrial aparecendo, porque chapa pintada era o que a fábrica já sabia fazer em escala. Vazia, a estante é quase só linha preta sobre a parede, e as prateleiras funcionam como barras de cor suspensas em alturas variáveis.


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