Par de Poltronas
Artista: Autor Desconhecido
Data: c. 1960
Tipo: Poltrona
Dimensão: 77 x 87 x 79 cm Altura do Assento 42 cm
Técnica: Estrutura estofada, pés palito em madeira e ponteiras metálicas.
Status: Disponível
Cód ID #384
Preço: R$ 15.000,00
Este par de poltronas de autoria não identificada, datado de aproximadamente 1960, pertence a um momento em que o mobiliário brasileiro de produção anônima absorvia com desenvoltura o vocabulário do modernismo internacional. Os anos 1950 e início dos 1960 foram no Brasil um período de intensa industrialização e expansão do mercado doméstico, com ateliês e pequenos fabricantes produzindo peças que dialogavam com referências italianas e escandinavas sem necessariamente constituir obra autoral documentada. As poltronas se inscrevem nessa produção: tecnicamente apuradas, formalmente situadas no tempo, sem atribuição rastreável.
O corpo estofado, revestido em tecido cinza-claro de textura média, organiza-se em três planos distintos — assento, encosto e braços —, cada um com volume próprio e costura perimetral que define seus contornos. O encosto é alto e levemente reclinado, com topo reto e ombros arredondados que transitam suavemente para os braços enrolados, de perfil curvado e seção generosa. O assento, de altura de 42 cm, situa a peça numa posição intermediária entre poltrona de sala e cadeira de estar. A base é composta por quatro pés cônicos em madeira maciça de tom médio-escuro, finalizados com sapatas em latão — detalhe que aparece com frequência no mobiliário brasileiro do período e que aqui funciona como único elemento de contraste material visível.
O que organiza o desenho é a relação entre volume e leveza estrutural. O corpo estofado é volumoso, de proporções generosas — 87 cm de largura, 79 cm de profundidade —, mas os pés cônicos, afilados em direção ao piso, sustentam esse volume com uma discrição que impede a peça de parecer pesada. Essa solução, recorrente no modernismo doméstico brasileiro, opera por contraste calculado: quanto maior o volume estofado, mais delgado o apoio, criando uma tensão visual que mantém a peça leve na leitura do conjunto.
















