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Par de Poltronas Giratórias


Artista: Milo Baughman

Data: c.1970

Edição: Thayer Coggin, USA

Tipo: Poltrona

Dimensão: 63 x 70 x 68 cm Altura do assento 46 cm

Técnica: Estrutura estofada e base giratória em madeira.

Status: Disponível

Cód ID #388

Preço: sob consulta


Milo Baughman desenhou estas poltronas giratórias por volta de 1970, período em que sua colaboração com a Thayer Coggin — manufatura da Carolina do Norte com a qual trabalhou por mais de quatro décadas — alcançava plena maturidade. Naquele momento, Baughman consolidava uma linguagem própria dentro do design americano: peças com forte presença volumétrica e acabamento rigoroso, distantes tanto do expressionismo orgânico californiano quanto da sobriedade escandinava que dominavam o vocabulário mid-century. A Thayer Coggin, por sua vez, distinguia-se por uma produção orientada ao mercado residencial de alto padrão, com ênfase em estofamentos de qualidade e detalhamento cuidado.

O corpo das poltronas é integralmente estofado em tecido de tom bege-amarelado, sem qualquer estrutura aparente — braços, encosto e assento formam um volume contínuo, de seção quase cilíndrica, com costura central que percorre verticalmente o encosto e demarca a transição entre os planos laterais e o interior. O assento, levemente rebaixado e marcado por um botão central, acomoda-se com firmeza sobre a base giratória em madeira escura, de perfil baixo e circular, que funciona como único elemento construtivo visível. As dimensões — 63 × 70 × 68 cm, com altura de assento de 46 cm — conferem à peça uma escala compacta e bem proporcionada, sem predominância de nenhum eixo sobre os demais.

O que organiza o desenho é a decisão de eliminar qualquer sinal de articulação entre as partes: a base desaparece sob o volume estofado, e a costura que poderia sugerir estrutura funciona apenas como ritmo superficial. Baughman aposta na leitura do objeto como massa única, densa e autossuficiente, cuja mobilidade — garantida pela base giratória — contrasta silenciosamente com a imobilidade visual que o volume transmite. É essa tensão entre peso aparente e leveza funcional que distingue a peça dentro de sua produção.


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