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Par de Poltronas MR 20 Par de Poltronas MR 20 Par de Poltronas MR 20 Par de Poltronas MR 20 Par de Poltronas MR 20 Par de Poltronas MR 20 Par de Poltronas MR 20 Par de Poltronas MR 20 Par de Poltronas MR 20 Par de Poltronas MR 20 Par de Poltronas MR 20

Par de Poltronas MR 20


Artista: Mies Van Der Rohe

Data: c. 1920

Edição: Knoll International. Forma S.A., Brasil, c. 1970

Tipo: Poltrona

Dimensão: 90 x 62 x 71 cm

Técnica: Estrutura em tubo de aço cromado curvado em balanço, assento e encosto em almofadas de couro gomado presas por percintas.

Status: Disponível

Cód ID #523

Price: upon request


Desenhada por Ludwig Mies van der Rohe no final dos anos 1920 e produzida no Brasil pela Forma S.A. por volta de 1970, a MR 20 pertence ao momento em que o tubo de aço curvado deixou de ser experimento de vanguarda e virou linguagem corrente do mobiliário moderno. A cadeira em balanço nasce do trabalho de Mart Stam com tubo de gás no meio dos anos 1920; Mies retoma o princípio e o reescreve, substituindo o ângulo reto pela curva ampla na frente do assento, que devolve à estrutura a flexão que o desenho de Stam eliminava. A versão com braços prolonga essa lógica: as alças laterais são desenhadas em uma única curva contínua, sem articulação com o quadro. A Forma detinha desde 1959 a licença exclusiva para fabricar no Brasil os móveis da Knoll International, foi por esse canal que Mies, Breuer, Saarinen, Florence Knoll e Bertoia chegaram ao mercado brasileiro, e é dessa produção local que estas duas peças vêm.

A estrutura é de tubo de aço cromado, resolvida em balanço. Cada lateral parte de um patim retangular apoiado no piso, sobe pela frente em curva larga, forma o assento e prossegue até o encosto; do mesmo quadro nascem as alças dos braços, que se projetam para fora e descem em arco até se unirem à base. Assento e encosto são almofadas em couro claro, divididas em gomos horizontais por costura, fixadas ao quadro por tiras de couro visíveis nas laterais do encosto. Não há parafuso aparente, nem junção que interrompa a leitura do tubo. As peças medem 90 x 62 x 71 cm e apresentam o couro amarelecido e marcado, além de desgaste pontual no cromado, compatíveis com o uso.

O desenho se define pela ausência de perna traseira. Sem apoio atrás, todo o peso do corpo é conduzido pela curva dianteira até o patim, e é a elasticidade do próprio tubo que faz o trabalho que uma estrutura rígida faria, a cadeira cede um pouco sob quem senta, e essa cedência é a estrutura funcionando, não uma falha dela. As almofadas ficam suspensas dentro do quadro, presas por tiras, sem carcaça, sem madeira, sem chassi: o que sustenta o corpo é a mesma linha que se vê de fora. O contraste entre o tubo contínuo e reflexivo e o couro macio dividido em gomos organiza a leitura, e a curva dos braços impede que a peça se resolva como pura ortogonal, é o único gesto do desenho que não responde a uma necessidade estrutural.


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