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Poltrona Mp-13


Artista: Percival Lafer

Data: c. 1960

Edição: Brasil

Tipo: Poltrona

Dimensão: 70 x 100 x 85 cm

Técnica: Estrutura em madeira maciça com ferragens cromadas aparentes, corpo em espuma injetada revestido em camurça.

Status: Disponível

Cód ID #539

Price: upon request


Percival Lafer nasceu em São Paulo, em 1936, e formou-se em arquitetura pelo Mackenzie. Logo após a formatura, com a morte do pai, assumiu com os irmãos a fábrica de móveis da família. A partir do início dos anos 1960, deu a ela uma orientação industrial, voltada a peças de desenho cuidadoso produzidas em série e a preços acessíveis. O primeiro resultado foi a poltrona MP-1, de 1961, que dispensava molas e sustentava o assento com cintas de borracha. Foi o primeiro grande sucesso da empresa e a base de boa parte do que veio depois. A MP-13 parte diretamente dela: Lafer manteve a mesma estrutura de corpo e acrescentou espuma e estofado, criando um modelo de aparência muito diferente a partir de uma armação já em produção. O procedimento mostra o modo de trabalho que marcou a Lafer, em que um mesmo conjunto de componentes industriais podia gerar diferentes peças.

A estrutura é em madeira maciça, com pernas de seção cilíndrica e travessas retas que formam um quadro baixo e regular. As junções são fixadas por parafusos com acabamento cromado, deixados à vista nas faces externas. Sobre esse quadro, os braços são resolvidos por pranchas de madeira envolvidas por almofadas estofadas. Revestidas em camurça verde, elas recobrem as pranchas e caem para os dois lados, deixando aparente apenas o topo frontal da madeira. Assento e encosto são almofadas independentes, apoiadas sobre a estrutura herdada da MP-1 e suspensas entre as travessas, sem continuidade com a base. O encosto tem o topo arredondado e acompanha a leve inclinação do assento.

A peça se organiza pela sobreposição de dois sistemas distintos. Embaixo, uma estrutura rígida e legível, em que cada encaixe e cada fixação permanecem visíveis. Em cima, um conjunto de volumes macios que parecem simplesmente pousados sobre ela. A decisão de envolver os braços com almofadas que caem como mantas, em vez de estofar a estrutura, preserva essa separação: o estofado não esconde a madeira, apenas se apoia nela. Assim, a MP-13 torna visível o raciocínio que a originou. A base industrial da MP-1 continua presente e reconhecível, e é sobre ela que o conforto é acrescentado.


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