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Vaso Quadrado com Prato (Selado) Vaso Quadrado com Prato (Selado) Vaso Quadrado com Prato (Selado) Vaso Quadrado com Prato (Selado) Vaso Quadrado com Prato (Selado) Vaso Quadrado com Prato (Selado) Vaso Quadrado com Prato (Selado) Vaso Quadrado com Prato (Selado) Vaso Quadrado com Prato (Selado) Vaso Quadrado com Prato (Selado) Vaso Quadrado com Prato (Selado) Vaso Quadrado com Prato (Selado) Vaso Quadrado com Prato (Selado)

Vaso Quadrado com Prato (Selado)


Artista: Willy Guhl

Data: c. 1960

Edição: Eternit

Tipo: Objeto

Dimensão: 23 x 31,5 x 31,5 cm

Técnica: Fibrocimento em duas peças independentes, caixa quadrada de paredes delgadas sobre prato, com calços que separam os dois.

Status: Disponível

Cód ID #457

Preço: R$ 2.200,00


Willy Guhl (Stein am Rhein, 1915-2004) formou-se na Kunstgewerbeschule de Zurique e foi um dos primeiros designers industriais da Suíça. Em 1951 a Eternit AG o convidou a desenvolver novos recipientes para plantas, e desse encontro saiu a pesquisa que definiria sua obra. O fibrocimento resistia às variações climáticas e à tração, e Guhl observou que nenhum material de construção, empregado com tal delgadeza, oferecia estabilidade equivalente. A investigação produziu técnicas construtivas e formas inéditas, a jardineira Orelha de Elefante, o vaso Diabolo, e, dominado o processo, permitiu que ele levasse o mesmo material ao mobiliário: em 1954 nasce a Loop Chair, espreguiçadeira feita de uma única fita de fibrocimento curvada. Sua posição era declarada: colocava no centro do trabalho as pessoas e suas necessidades de moradia, e queria que os produtos lhes fossem úteis. Este vaso pertence à linha de jardinagem que abriu essa trajetória.

A peça mede 23 cm de altura por 31,5 de lado e se compõe de dois elementos separados. O corpo é uma caixa quadrada de paredes levemente inclinadas, mais estreitas na base, com arestas vivas e cantos suavizados. Abaixo, um prato quadrado independente, de planta ligeiramente maior, com borda erguida e cantos que se levantam de modo sutil. Entre os dois, pequenos calços elevam a caixa acima do fundo do prato, deixando um vão contínuo e visível por todos os lados. As paredes são finas, com espessura constante, e a superfície apresenta pequenas irregularidades de plano que denunciam conformação manual. O acabamento é em pintura branca aplicada sobre o fibrocimento, com desgaste, lascas e o substrato cinza aparecendo nas arestas e nos cantos.

O desenho resolve por separação um problema que a maioria dos vasos resolve por acúmulo. Uma planta em recipiente precisa drenar; uma planta em recipiente dentro de casa precisa que essa água seja contida. Em vez de criar um fundo duplo ou um reservatório interno, Guhl separou as duas funções em dois objetos e ergueu um sobre o outro, o vão entre eles é o sistema inteiro, e fica exposto de fora, legível sem que se precise olhar dentro. A geometria confirma a mesma clareza. Vaso é tipologia dominada por formas de revolução, porque é assim que a maior parte deles se produz; a opção pelo quadrado de arestas definidas é o que exibe a natureza do material, que aqui se comporta como chapa e não como massa. E a delgadeza das paredes é o argumento central da pesquisa levado ao objeto mais simples da linha: um recipiente de cimento que não tem peso de cimento.


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