Banco Marcos de três lugares
Artista: Sergio Rodrigues
Data: c. 1960
Edição: Oca
Tipo: Banco
Dimensão: 42 x 42 x 120 cm
Técnica: Estrutura em jacarandá maciço de seção quadrada, com assentos em palhinha natural trançada em três módulos.
Status: Disponível
Cód ID #476
Preço: R$ 16.000,00
Sergio Rodrigues fundou a Oca em 1955, no Rio de Janeiro, e o nome foi escolhido numa tarde no Arpoador: recusou "Escritório Sergio Rodrigues" e quis um nome de poucas letras que exprimisse a arquitetura de interiores brasileira. A loja não deveria ser depósito de móveis, mas oferecer ao cliente a noção de conjunto, por isso montou ambientes completos no interior do salão, e na vitrine instalou um boneco de madeira que amanhecia todo dia numa posição diferente, sentado nas poltronas, demonstrando conforto a quem passava. No começo a Oca vendia móveis fabricados em São Paulo; em pouco tempo as criações do próprio Sergio ocuparam quase todo o espaço, ao lado das luminárias da Dominici e dos tecidos de Fayga Ostrower. O banco leva o nome de Marcos Vasconcellos, arquiteto que foi grande colaborador de Sergio nos tempos da Oca.
O banco mede 42 cm de altura por 42 de profundidade e 120 de comprimento, e se organiza como três módulos quadrados alinhados. A estrutura é de jacarandá maciço, com montantes de seção quadrada e linhas inteiramente retas. Cada módulo recebe seu próprio quadro de assento, preenchido por palhinha natural trançada, são três painéis distintos, separados por travessas, e não uma superfície contínua. Nos oito pontos em que os montantes encontram o quadro, a madeira segue além do plano do assento e termina em pequeno bloco quadrado saliente. Junto ao piso, um segundo conjunto de travessas percorre os dois lados no sentido do comprimento e cruza de frente a fundo em cada módulo, formando uma grade baixa. A palhinha apresenta variação de tom entre os painéis.
O banco não é uma peça longa concebida como tal: é um módulo repetido. O quadrado de 42 centímetros corresponde ao banquinho individual da mesma linha, e o de três lugares o multiplica, com os montantes intermediários servindo a dois módulos ao mesmo tempo. Os três painéis de palhinha independentes tornam isso explícito, bastaria correr o trançado de ponta a ponta para ler um retângulo, e a decisão foi a oposta. Os blocos salientes no topo dos montantes confirmam a leitura: marcam cada junção acima do plano do assento, de modo que, visto de cima, o objeto se lê como três quadrados e não como uma faixa. E a repartição de funções entre os materiais é integral. O jacarandá é denso, escuro e opaco, e faz toda a estrutura; a palhinha é aberta, clara e vazada, e faz todo o contato. A grade de travessas junto ao piso repete embaixo a mesma divisão modular que a palhinha desenha em cima.














