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Cadeira Giroflex


Artista: Albert Stoll

Data: c. 1970

Edição: Giroflex, Suiça

Tipo: Cadeira

Dimensão: 80 x 49 x 40 cm

Técnica: Estrutura em vergalhão de aço pintado, com hastes pareadas e apoios cruzados; assento e encosto estofados em camurça.

Status: Disponível

Cód ID #447

Preço: R$ 4.200,00


A Giroflex nasceu como fábrica de cadeiras de madeira curvada. Albert Stoll I abriu a oficina em Koblenz, na Suíça, em 1872, produzindo assentos para cafés, hotéis e lojas. A virada veio com o filho: a partir de 1919, Albert Stoll II redirecionou a casa para cadeiras de escritório e, em 1926, inventou o Federdreh, a primeira cadeira giratória com sistema de suspensão por molas, patenteada mundialmente. Foi dessa invenção que saiu, em 1948, o nome de marca Giroflex, palavra composta de girar e flexionar. A expansão veio em seguida: unidade na Bélgica em 1949, subsidiária em São Paulo em 1951, filiais na Alemanha, na Holanda e na França. Desde 1962 a empresa trabalha com pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique no estudo de quem permanece sentado por períodos longos. Esta cadeira, de por volta de 1970, pertence a esse programa, não à linha giratória que deu nome à casa, mas ao mesmo raciocínio de assento resolvido por estrutura mínima.

A estrutura é inteiramente executada em vergalhão fino de aço, pintado de preto, de seção constante do piso ao encosto. As hastes trabalham aos pares: duas barras paralelas correm juntas, separadas por um pequeno intervalo, formando painéis triangulados estreitos. Em perfil, os apoios se cruzam, a haste que parte da frente do assento desce para trás e a que parte de trás desce para a frente, encontrando-se a meia altura, onde um parafuso de cabeça arredondada faz a única união mecânica visível. Junto ao piso, os patins apresentam pequenos degraus na dobra. O assento é uma almofada baixa apoiada sobre a estrutura, com suporte metálico chato aparente sob a aresta frontal; o encosto é uma segunda almofada, levemente curvada, montada sobre dois montantes. Ambos revestidos em camurça ocre, com desgaste e variação de tom. A cadeira mede 80 cm de altura por 49 de largura e 40 de profundidade.

O desenho resolve rigidez por geometria, não por espessura. Em vez de recorrer a uma barra mais grossa, o projeto usa duas finas correndo em paralelo com um vão entre elas, arranjo muito mais rígido no plano da separação do que uma haste de material equivalente, e que mantém a leitura de linha em vez de virar perfil. É a mesma economia aplicada ao cruzamento dos apoios: por se cruzarem, as hastes atravessam a altura inteira sem que nenhuma peça curta entre no caminho da carga, e a cadeira ganha base larga no piso partindo de um assento estreito. O parafuso no ponto de cruzamento é a única concessão a fixação mecânica; todo o resto é dobra contínua. Contra essa estrutura reduzida a arame, o estofamento aparece como duas almofadas soltas e finas, presentes apenas onde o corpo toca. A cadeira tem quase nada de matéria e quase tudo de traçado.


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