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Cadeira Tesoura Dobrável


Artista: Autor Desconhecido

Data: c. 1960

Edição: Brasil

Tipo: Cadeira

Dimensão: 74 x 47 x 55 cm

Técnica: Estrutura dobrável em madeira maciça com articulação por pino metálico. Percintas de couro rebitadas e almofadas soltas revestidas em couro.

Status: Disponível

Cód ID #537

Price: upon request


Esta cadeira de autoria não identificada pertence a uma tipologia com origem documentada. Em 1948, durante uma viagem pela Europa, Hans e Florence Knoll conheceram uma cadeira desenhada por Pierre Jeanneret, arquiteto suíço que trabalhou por décadas ao lado do primo, Le Corbusier. Licenciaram o projeto e o lançaram nos Estados Unidos como Modelo 92, mais tarde conhecido como Scissors Chair. O modelo da Knoll combinava um quadro de madeira com cintas e almofadas de couro simplesmente apoiadas sobre ele, e teve ampla circulação em interiores modernos de meados do século. Como ocorreu com outros desenhos do período, sua estrutura foi retomada e reinterpretada por diferentes oficinas. Esta peça é uma dessas versões, executada com variações próprias de material e construção.

A estrutura é em madeira maciça e se organiza em dois quadros laterais. Cada um é formado por duas peças que se cruzam em diagonal e se articulam em um pino metálico aparente, o que permite dobrar a cadeira. A peça que avança para a frente sustenta o assento e apoia no chão, e a que sobe para trás forma o encosto e o pé posterior. Os quadros são unidos por travessas retas. Entre elas, o assento e o encosto são vencidos por percintas largas de couro dispostas lado a lado, que envolvem as travessas e se fixam com rebites metálicos. Sobre essa trama apoiam-se duas almofadas retangulares revestidas em couro, com debrum nas arestas. As percintas apresentam desgaste e escurecimento compatíveis com o uso prolongado, em contraste com o tom mais uniforme das almofadas.

O desenho distribui funções entre três elementos que permanecem visíveis e independentes. O cruzamento das diagonais concentra o trabalho estrutural e define a silhueta da peça, sobretudo na vista lateral. As percintas fazem a transição entre o quadro rígido e o corpo, oferecendo um apoio flexível que se ajusta ao peso. As almofadas, por fim, apenas pousam sobre a trama, sem fixação aparente. Nesta versão, a substituição das cintas de tecido do modelo original por couro grosso rebitado muda o caráter do conjunto: a trama ganha espessura e textura, e a parte posterior do encosto, normalmente secundária, passa a ter peso visual equivalente ao da frente.


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