Chaise LC4
Artista: Le Corbusier, Pierre Jeanneret & Charlotte Perriand
Data: 1928
Edição: Cassina, Número de Série: LC4BR1570
Tipo: Chaise
Dimensão: 69 x 160 x 56 cm
Técnica: Estrutura em aço tubular cromado sobre base em aço, colchonete revestido em couro natural e rolo de apoio em couro preto.
Status: Disponível
Cód ID #531
Price: upon request
Desenhada em 1928 por Le Corbusier, Pierre Jeanneret e Charlotte Perriand, a LC4 integra o programa de mobiliário do ateliê da rue de Sèvres apresentado no Salon d'Automne de 1929 sob o título "Equipement intérieur d'une habitation". A proposta ali era substituir o móvel herdado da marcenaria por equipamento definido pela função do corpo e produzido com materiais da indústria. A LC4 responde à função de repouso: sua curva não é um partido formal, mas o traçado de uma posição de descanso levantada a partir da observação do corpo reclinado, e o grupo chegou a chamá-la de máquina de repousar. Perriand, que havia entrado no ateliê em 1927 e assumido a concepção do mobiliário, é quem conduz esse trabalho. Esta edição é da Cassina, que produz as peças do grupo desde 1965 sob licença da Fondation Le Corbusier, e traz número de série individual.
A peça se divide em duas partes independentes que não são fixadas uma à outra. Embaixo, uma base em aço pintado de preto, composta por dois cavaletes em H unidos por travessas, apoia diretamente no piso. Acima, um quadro em tubo de aço cromado desenha o perfil de repouso, encosto elevado, curva contínua na altura do quadril, plano das pernas em leve declive, e simplesmente repousa sobre a base, sem parafuso ou articulação. Sobre esse quadro se assenta o colchonete revestido em couro natural de tom caramelo, preso por molas laterais visíveis ao longo de todo o perímetro, complementado por um rolo cilíndrico em couro preto que corre solto sob a nuca. As dimensões são 69 x 160 x 56 cm.
O desenho se decide na separação entre os dois corpos. Como o quadro apenas apoia sobre a base, ele pode ser deslizado para frente ou para trás e travar em qualquer ponto do arco, o que faz a inclinação variar de quase sentado a quase deitado sem nenhum mecanismo, o ajuste é o atrito entre duas peças soltas, e não uma ferragem. Retirado da base, o quadro se equilibra sozinho e balança, o que expõe a autonomia das duas partes. O contraste de acabamento reforça essa leitura: a base é opaca e preta, quase invisível, enquanto o tubo cromado e o couro claro concentram toda a luz. O rolo de nuca, também solto e em couro escuro, repete o princípio em escala menor. Nada nesta peça está preso a nada; o conjunto se sustenta por gravidade e posição.
























