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Conjunto de 4 Cadeiras Brno Conjunto de 4 Cadeiras Brno Conjunto de 4 Cadeiras Brno Conjunto de 4 Cadeiras Brno Conjunto de 4 Cadeiras Brno Conjunto de 4 Cadeiras Brno Conjunto de 4 Cadeiras Brno Conjunto de 4 Cadeiras Brno Conjunto de 4 Cadeiras Brno Conjunto de 4 Cadeiras Brno Conjunto de 4 Cadeiras Brno Conjunto de 4 Cadeiras Brno Conjunto de 4 Cadeiras Brno

Conjunto de 4 Cadeiras Brno


Artista: Mies van der Rohe & Lilly Reich

Data: c. 1930

Edição: Knoll International. Forma S.A., Brasil, c. 1970

Tipo: Cadeira

Dimensão: 77 x 59 x 56 cm

Técnica: Barra chata de aço curvada a frio, com soldas esmerilhadas e polidas; assento, encosto e braços revestidos em couro.

Status: Disponível

Cód ID #520

Price: upon request


Desenhada em 1930 por Mies van der Rohe e Lilly Reich para a Casa Tugendhat, em Brno, e produzida no Brasil pela Forma S.A. por volta de 1970, esta cadeira nasce de uma exigência específica do projeto: a sala de jantar da casa exigia assentos que pudessem ser aproximados e afastados da mesa sem esforço, o que descartava a MR, com seu patim corrido no piso. A resposta foi reduzir o balanço a um único perfil por lateral, mais curto e mais rígido, capaz de sustentar o assento sem o comprimento de tubo que a MR exigia. Reich, que dirigia com Mies a concepção dos interiores de Tugendhat, participou do desenho, sua contribuição ao mobiliário do período foi por muito tempo subestimada e só recentemente passou a constar de forma consistente nas atribuições. A Forma detinha desde 1959 a licença exclusiva para fabricar no Brasil os móveis da Knoll International, canal pelo qual a peça chegou à produção local.

A estrutura é executada em barra chata de aço, não em tubo, e é essa escolha que define a leitura da peça. Cada lateral parte de um patim reto apoiado no piso, sobe em curva fechada até formar o braço, prossegue na horizontal e desce em nova curva para sustentar o encosto, um único perfil contínuo, sem emenda visível, que resolve pé, braço e apoio do encosto em uma só peça dobrada. O acabamento é escovado, com reflexo mais contido que o do cromo polido. Assento e encosto são planos estofados finos, revestidos em couro claro, fixados por dentro do quadro sem ferragem aparente. Os braços recebem apliques de couro sobre a barra. As cadeiras medem 77 x 59 x 56 cm e apresentam amarelecimento do couro e desgaste pontual no metal, compatíveis com o uso.

O desenho se decide pela barra chata. Um tubo de seção circular teria de ser mais longo para ceder sem colapsar, e é isso que obriga a MR a apoiar sobre um patim que avança para a frente; a barra chata, com maior rigidez no plano vertical, permite encurtar o balanço e manter a cadeira dentro do próprio perímetro. Daí o resultado prático: ela cabe sob a mesa e se move com uma mão. O perfil achatado também muda o que se vê. Onde o tubo desenha uma linha, a barra desenha uma fita, nas curvas ela apresenta a face larga, nos trechos retos apenas a espessura, e a peça alterna entre parecer robusta e parecer fina conforme o ângulo de quem olha. É uma cadeira em que a solução estrutural e o efeito visual são a mesma decisão.


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