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Conjunto de Quatro Cadeiras Conjunto de Quatro Cadeiras Conjunto de Quatro Cadeiras Conjunto de Quatro Cadeiras Conjunto de Quatro Cadeiras Conjunto de Quatro Cadeiras Conjunto de Quatro Cadeiras Conjunto de Quatro Cadeiras Conjunto de Quatro Cadeiras Conjunto de Quatro Cadeiras Conjunto de Quatro Cadeiras Conjunto de Quatro Cadeiras Conjunto de Quatro Cadeiras Conjunto de Quatro Cadeiras

Conjunto de Quatro Cadeiras


Artista: Till Behrens

Data: c. 1980

Edição: Schlubach, Alemanha

Tipo: Cadeira

Dimensão: 96 x 48 x 55 cm

Técnica: Vareta de aço cromado, dobrada e soldada, com assento e encosto em fios paralelos

Status: Disponível

Cód ID #503

Preço: R$ 24.000,00


A Kreuzschwinger cede suavemente sob o corpo e retorna, e continua fazendo isso enquanto a pessoa permanece sentada, acompanhando cada mudança de postura sem que exista mola ou articulação encarregada disso. O movimento vem da própria geometria da estrutura, em que duas armações de aço se cruzam em X e trabalham uma contra a outra, permitindo que o assento baixe ora na frente, ora atrás, levando o encosto junto. Os alemães têm um nome para isso, sentar dinâmico, e Till Behrens fazia questão de esclarecer que sua cadeira não pertencia à família das Freischwinger da Bauhaus, que apesar do nome apenas inclinam para trás e não oscilam de verdade.

Behrens chegou a esse princípio em 1959, guardou os protótipos em casa, perto de Frankfurt, e esperou duas décadas até que alguém se dispusesse a fabricá-los em série, o que a Schlubach faria nos anos 80. O reconhecimento, quando veio, foi generoso e um pouco tardio: prêmios internacionais e entrada nos acervos do Vitra Design Museum, do Deutsches Architekturmuseum e do museu de artes aplicadas de Colônia. Houve ainda uma sentença judicial reconhecendo a peça como obra de "Arte Aplicada", categoria que a lei alemã reserva à arte e que nenhum assento havia recebido até então; até hoje são oito no mundo inteiro.

Construída inteiramente com varetas de aço dobradas e soldadas, sem uma única chapa ou estofamento, a cadeira se resolve em dezenas de fios paralelos que se aproximam o suficiente para formar assento e encosto, mas continuam deixando a luz passar entre eles. São empilháveis, o que numa peça desse porte é quase uma cortesia.


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