Gaveteiro
Artista: Jorge Zalszupin
Data: c. 1960
Edição: l'Atelier
Tipo:
Dimensão: 60 x 56 x 45 cm
Técnica: Pés em jacarandá maciço, estrutura folheada e revestida em courino original de época
Status: Disponível
Cód ID #377
Preço: R$ 8.800,00
Jorge Zalszupin nasceu em Varsóvia em 1922, formou-se em arquitetura em Bucareste e chegou ao Brasil em 1949, radicando-se em São Paulo. O desenho de mobiliário surgiu como desdobramento da prática arquitetônica e se profissionalizou em 1959, quando ele se associou a um grupo de marceneiros e abriu a l'Atelier para produzir em pequenas séries. A fábrica voltou-se rapidamente ao mobiliário de escritório, e foi nesse segmento que deixou de operar como marcenaria artesanal para se organizar como produção seriada. Este gaveteiro, de cerca de 1960, pertence a esse momento inicial: uma peça auxiliar, pensada para acompanhar mesas de trabalho, em que o jacarandá que definia a linguagem da casa convive com materiais industriais de custo mais baixo.
A estrutura se organiza a partir de quatro montantes em jacarandá maciço, de seção quadrada, que sobem sem interrupção do piso ao tampo e recebem rodízios cromados giratórios na base; nas faces externas, pequenas fixações metálicas permanecem visíveis, registrando a montagem. Entre os montantes, os fechamentos laterais são resolvidos em estrutura folheada revestida em courino original de época, de tom oliva, recuados em relação às arestas e lidos como superfícies contínuas, sem molduras. A frente concentra três gavetas de altura equivalente, folheadas em jacarandá de veio marcado e disposto na horizontal, separadas por frestas estreitas. Cada uma recebe um puxador cromado de pequena dimensão, embutido no plano da frente e de recorte horizontal. O conjunto mede 60 x 56 x 45 cm.
O desenho opera por divisão de tarefas entre os materiais. O jacarandá se concentra onde a peça é vista e manipulada, os montantes que a sustentam e as frentes que se abrem, enquanto o courino resolve os fechamentos laterais sem disputar atenção nem acrescentar custo. Disso resulta uma leitura de armação preenchida, e não de caixa fechada: os montantes desenham as arestas do volume, e os planos revestidos aparecem recuados, como preenchimentos independentes. Os rodízios completam esse raciocínio ao definir a peça como equipamento, algo que se desloca em relação à mesa em vez de ocupar posição fixa. O único incidente visual do conjunto é o veio do jacarandá nas frentes, que não é sublinhado por moldura nem contraposto a outro material, apenas exposto.














