Filtrar obras por:

Mesa de centro Mesa de centro Mesa de centro Mesa de centro Mesa de centro Mesa de centro Mesa de centro Mesa de centro Mesa de centro Mesa de centro

Mesa de centro


Artista: Giuseppe Scapinelli

Data: c. 1950

Tipo: Mesa de Centro

Dimensão: 34 x 90 x 55 cm

Técnica: Estrutura em madeira caviuna maciça, tampo em vidro

Status: Disponível

Cód ID #378

Preço: R$ 13.000,00


Arquiteto de formação, Giuseppe Scapinelli deixou a Itália e se estabeleceu em São Paulo em 1948. Ao longo da década de 1950 montou uma estrutura própria de produção e venda que incluía a Fábrica de Móveis Giesse, a Fábrica de Tapetes Santa Helena e as lojas Le Rideau e Margutta, atendendo sobretudo residências da elite paulistana, o que explica a escala reduzida das séries e o padrão de execução das peças. Sua produção se afasta do modernismo mais rigoroso praticado por contemporâneos no Rio e em São Paulo: em vez de reduzir a seção e retificar a linha, Scapinelli variava espessuras e trabalhava perfis curvos, com um repertório que ainda guarda ecos do desenho italiano dos anos 1940. A caviúna, madeira que empregou com constância, permitia exatamente esse tipo de modelagem. Esta mesa de centro, de cerca de 1950, pertence a esse período.

A estrutura é integralmente em caviúna maciça. Duas travessas longitudinais formam o quadro superior e têm as extremidades erguidas em curva, de modo que cada ponta se levanta acima do plano do tampo e o contém lateralmente. Sobre elas apoia-se uma chapa de vidro retangular de espessura generosa, com bisel polido no perímetro e o tom esverdeado característico do vidro plano do período. Os pés, também maciços, encaixam-se sob as travessas em pontos recuados em relação aos cantos e descem em curva contínua, abrindo-se em direção ao piso e afinando na seção; são unidos dois a dois por travessas retas de seção reduzida, posicionadas em altura baixa. O veio da caviúna, castanho-avermelhado com estrias escuras, corre no sentido do comprimento nas peças do quadro. A mesa mede 34 x 90 x 55 cm.

A decisão central do projeto está em atribuir todo o desenho à estrutura e nenhum ao tampo. O vidro não fecha o volume nem participa da composição: sendo transparente, mantém visível de cima o traçado da madeira, que ficaria oculto sob uma superfície opaca. Visto de lado, o conjunto se lê como uma linha única, a curva ascendente das extremidades do quadro encontra a curva descendente dos pés, sem interrupção evidente nas junções. As travessas baixas fecham esse desenho e estabilizam a base sem introduzir massa. A madeira é tratada aqui como matéria de modelagem, com espessura variável e perfil trabalhado, e a precisão da peça está nos encaixes e nas proporções, não na ortogonalidade.


Interessado? Entre em contato conosco:

WhatsApp

Obras relacionadas

Entre em contato conosco: