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Mesa de Centro Bonte Mesa de Centro Bonte Mesa de Centro Bonte Mesa de Centro Bonte Mesa de Centro Bonte Mesa de Centro Bonte Mesa de Centro Bonte Mesa de Centro Bonte Mesa de Centro Bonte Mesa de Centro Bonte

Mesa de Centro Bonte


Artista: Cini Boeri

Data: c. 1970

Edição: Knoll International. Forma S.A., Brasil

Tipo: Mesa de Centro

Dimensão: 29 x 90 x 114 cm

Técnica: Tampo em madeira compensada revestido em lâmina de madeira ebanizada, com superfície em vidro.

Status: Disponível

Cód ID #524

Price: upon request


Desenhada por Cini Boeri e produzida no Brasil pela Forma S.A. em 1979, esta mesa pertence ao período em que a designer já trabalhava dentro do catálogo da Knoll International. Formada em arquitetura pelo Politécnico de Milão em 1951, Boeri passou pelo escritório de Marco Zanuso até 1963, quando abriu estúdio próprio; sua entrada na Knoll se deu pela Gavina, comprada pela empresa americana em 1968, e sua primeira peça desenhada especificamente para a marca foi o sistema Gradual, de 1970, seguido pelas mesas Lunario e pelo sofá Brigadier, de 1976. A Forma, por sua vez, detinha desde 1959 a licença exclusiva para fabricar no Brasil os móveis da Knoll, foi por esse canal que Mies van der Rohe, Breuer, Saarinen, Florence Knoll e Bertoia chegaram ao mercado brasileiro, e é nele que esta mesa se insere, já no fim da década de 1970 e com um repertório de designers mais recente que o da primeira leva.

A peça se organiza em três planos e nenhuma junta aparente. O tampo é um painel de madeira compensada revestido em lâmina ebanizada, coroado por uma chapa de vidro pintado que devolve a luz com profundidade que verniz não alcança. A borda deixa a espessura real do painel à vista: a lâmina escura corre por todo o perímetro e, sob ela, o miolo do compensado aparece como faixa granulada mais clara, marcando a construção sem enfatizá-la. O tampo apoia sobre duas lâminas verticais, também ebanizadas, recuadas em relação às quatro faces, de modo que o plano superior avança em balanço por todos os lados. Com 30 cm de altura para 115 por 90 de superfície, a mesa é quase toda extensão horizontal.

O desenho se decide pelo recuo dos apoios. Empurradas para dentro, as duas lâminas desaparecem da leitura frontal, e o tampo passa a flutuar sobre uma sombra, a peça ocupa muito chão sem tocá-lo em nenhum ponto visível de quem está sentado. A escolha do vidro sobre compensado responde à mesma lógica: em uma mesa tão baixa, a superfície é vista quase sempre de cima e em ângulo raso, e o vidro pintado sustenta esse ângulo com uma reflexão que a madeira acabada não daria. O que a construção não esconde é a espessura, deixada legível na borda. Estrutura, superfície e apoio são resolvidos cada um com um material distinto, e a peça não tenta unificá-los, é justamente a diferença entre eles que organiza a leitura.


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