Mesa De Jantar 'Cencini'
Artista: Arthur Casas
Data: c. 1990
Edição: Casas Edições de Design
Tipo: Mesa de Jantar
Dimensão: 104 x 200 x 72 cm
Técnica: Estrutura em aço e tampo em vidro
Status: Emprestada
Cód ID #140
Preço: R$ 14.000,00
A Mesa de Jantar 'Cencini' foi desenhada por Arthur Casas nos anos 1990 e produzida pela Casas Edições de Design, linha editorial criada pelo próprio arquiteto no início de sua carreira como plataforma para o mobiliário desenvolvido em paralelo aos projetos de interiores. É uma peça do momento em que Casas ainda construía seu vocabulário, antes da expansão internacional do Studio Arthur Casas, e carrega a marca desse período: estruturas diretas, materiais industriais tratados com precisão e legibilidade formal acima de qualquer ornamento.
Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 1983, Arthur Casas fundou seu estúdio em 1990 e construiu sua trajetória a partir do design de móveis e da arquitetura de interiores, expandindo progressivamente a escala de atuação. Seu trabalho é atravessado pelas influências do modernismo paulistano, especialmente Paulo Mendes da Rocha e Décio Tozzi, traduzidas em plantas livres, amplos planos de vidro e racionalidade estrutural. A 'Cencini' é uma peça que reflete diretamente esse repertório: a transparência do tampo em vidro e a exposição da base metálica respondem à mesma lógica que organiza sua arquitetura.
A mesa tem base em aço corten, material que oxidado naturalmente desenvolve a tonalidade terrosa característica, tratado aqui com perfis estruturais que sustentam o tampo retangular em vidro transparente. A composição é limpa: a base metálica é visível em toda a sua extensão, sem vedações laterais ou painéis que escondam a estrutura, o que confere leveza visual apesar da solidez construtiva. O tampo em vidro, ao não adicionar opacidade, mantém a leitura da base como elemento principal da peça.
O que distingue a 'Cencini' dentro da produção de Casas desse período é o uso do aço corten em escala doméstica. O material, originalmente associado à arquitetura e à escultura de grande porte, aparece aqui domesticado em uma peça de uso cotidiano, criando um contraste deliberado com a transparência neutra do vidro. A tensão entre a materialidade bruta da base e a imaterialidade do tampo é o argumento formal da mesa.
A peça apresenta marcas naturais do tempo condizentes com o período de produção.








