Mesa Redig
Artista: Sergio Rodrigues
Data: c. 1960
Edição: Oca, Brasil
Tipo: Mesa de Jantar
Dimensão: 76 x 140 x 80 cm
Técnica: Freijó maciço. Cavaletes em I com travessa encaixada, tampo apoiado sobre calços e pés torneados com parafusos de latão aparentes.
Status: Disponível
Cód ID #189
Price: upon request
Desenhada por Sergio Rodrigues e produzida pela Oca nos anos 1960, a mesa Redig pertence ao período em que o arquiteto consolidava, a partir da loja que fundara no Rio de Janeiro em 1955, um vocabulário próprio para o mobiliário brasileiro. Depois da poltrona Mole, de 1957, sua produção passou a explorar sistematicamente a madeira maciça em seções generosas e a construção aparente como princípio de desenho, em peças pensadas para a produção da Oca e para os interiores modernos que então se multiplicavam no país.
A estrutura é integralmente em freijó maciço e se organiza como um sistema de vigas. Dois cavaletes laterais em forma de I, cada um composto por um montante vertical, uma sapata inferior e uma viga superior, são unidos por uma travessa baixa de seção retangular, encaixada nos montantes. Sobre as vigas superiores apoiam-se dois longarinas que recebem o tampo, e este é afastado delas por quatro calços de madeira, de modo que o plano retangular, de bordas chanfradas, não toca diretamente a estrutura. Os cavaletes terminam em pequenos pés cilíndricos torneados, fixados com parafusos de latão aparentes. O conjunto apresenta tonalidade uniforme, com veio longitudinal contínuo e marcas de uso compatíveis com a idade.
O desenho se define pela separação entre apoio e plano. A estrutura em cavaletes e travessa, de leitura imediata na vista frontal e lateral, concentra toda a função estrutural, enquanto o tampo é tratado como um elemento autônomo, apoiado e não embutido. O vão criado pelos calços introduz uma linha de sombra contínua sob o plano, que o destaca visualmente e aligeira a percepção do conjunto. Trata-se de uma solução recorrente na produção de Rodrigues, em que a franqueza da construção se converte na própria expressão da peça, sem ornamento acrescido.












