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Conjunto de Três cadeiras Conjunto de Três cadeiras Conjunto de Três cadeiras Conjunto de Três cadeiras Conjunto de Três cadeiras Conjunto de Três cadeiras Conjunto de Três cadeiras Conjunto de Três cadeiras

Conjunto de Três cadeiras


Artista: Geraldo De Barros

Data: Anos 70

Edição: Hobjeto

Tipo: Cadeira

Dimensão: 84,5 x 45 x 88 cm Altura do Assento 43

Técnica: Estrutura em madeira maciça, assento e encosto estofados

Status: Disponível

Cód ID #356

Preço: R$ 9.000,00


Geraldo de Barros (Chavantes, 1923, São Paulo, 1998) foi fotógrafo, pintor, gravador e designer, e um dos nomes centrais do concretismo brasileiro. Em 1951 esteve em Paris e frequentou a Hochschule für Gestaltung de Ulm, onde estudou artes gráficas com Otl Aicher e conheceu Max Bill; de volta a São Paulo em 1952, integrou o Grupo Ruptura ao lado de Waldemar Cordeiro e Luiz Sacilotto. Seu objetivo declarado era socializar o bom gosto, criar móveis industrializáveis em grandes séries, a preço acessível e com qualidade de projeto. Para isso fundou em 1954, com o Frei João Batista Pereira dos Santos, a cooperativa Unilabor, oficina-comunidade em que os funcionários participavam da direção e dos lucros e tinham aulas de arte e desenho industrial, e onde cada criação nascia da discussão coletiva sobre forma, função e modo de produção. Ao deixar a Unilabor em 1964, fundou a Hobjeto com Bione, um dos marceneiros da antiga cooperativa. Estas cadeiras pertencem à segunda fase, já plenamente industrial.

A estrutura é executada em madeira maciça de tom castanho-avermelhado. As quatro pernas são afiladas e de arestas suavizadas, com discreta abertura para fora; as traseiras seguem em altura sem interrupção e se convertem nos montantes que recebem o encosto, curvando-se levemente para trás no percurso. Um quadro perimetral une as pernas sob o assento e recebe a almofada estofada, que se apoia ligeiramente acima da linha da madeira. O encosto é um plano estofado de contorno arredondado, mais largo em cima e afunilado na base, montado entre os dois montantes e sem qualquer moldura que o contenha. Nas laterais do quadro aparecem fixações metálicas circulares embutidas. Assento e encosto são revestidos em tecido claro de trama visível. O assento está a 43 cm do piso e a altura total é de 84,5 cm.

O desenho separa com precisão o que é linha e o que é superfície. A madeira nunca se alarga: mantém seção estreita e constante das pernas aos montantes, e o único gesto que se permite é a curva contínua da perna traseira ao encosto, sem junta aparente no trajeto. Contra essa estrutura toda em traço, os dois estofados aparecem como formas cheias e arredondadas, e o encosto, sobretudo, se apresenta como plano flutuante, sem borda de madeira que o emoldure, preso apenas nas laterais. É uma composição de duas naturezas que não se misturam, próxima do raciocínio que Barros praticava na pintura: elementos geométricos autônomos organizados por relação, e não por continuidade. A ordem industrial fecha o argumento, o quadro perimetral, as fixações metálicas embutidas e a almofada removível são decisões de série, não de marcenaria de encomenda, e correspondem ao objetivo que ele perseguia desde a Unilabor.


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