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Sofá Cromado. Linha Pausa. Sofá Cromado. Linha Pausa. Sofá Cromado. Linha Pausa. Sofá Cromado. Linha Pausa. Sofá Cromado. Linha Pausa. Sofá Cromado. Linha Pausa. Sofá Cromado. Linha Pausa. Sofá Cromado. Linha Pausa.

Sofá Cromado. Linha Pausa.


Artista: Mario Botta

Data: c. 2000

Edição: Benkert Bänk, Alemanha

Tipo: Sofá

Dimensão: 86 x 200 x 60 cm

Técnica: Pés em aço inoxidável e assentos em chapa perfurada em aço inox.

Status: Disponível

Cód ID #434

Preço: sob consulta


Mario Botta desenvolveu sua produção de mobiliário em paralelo à sua prática arquitetônica, e as duas atividades compartilham os mesmos princípios: geometria rigorosa, materialidade direta e recusa ao ornamento. Por volta de 2000, quando este sofá foi produzido pela alemã Benkert Bänk — fabricante especializada em mobiliário urbano e de uso coletivo —, Botta já havia consolidado uma linguagem que transferia para a escala do objeto a mesma densidade formal presente em seus edifícios. A escolha do aço inoxidável como material único situa a peça nessa lógica: não há revestimento, estofado ou acabamento que medieie a relação entre estrutura e usuário.

A peça mede 86 × 200 × 60 cm e é construída integralmente em aço inoxidável. Quatro pés tubulares de seção circular e grande diâmetro sustentam a estrutura, conectados por travamentos horizontais que formam dois pórticos laterais simétricos. Sobre essa base, assento e encosto são executados em chapa perfurada, dobrada em curva contínua que transita de um plano ao outro sem interrupção. A perfuração é densa e regular, com furos circulares de diâmetro uniforme distribuídos por toda a superfície. As emendas entre painéis são fixadas com parafusos aparentes em inox, alinhados horizontalmente ao longo do comprimento da peça.

O interesse do projeto está na tensão entre a robustez dos tubos estruturais e a leveza visual da chapa perfurada. Os pés, de presença volumétrica e quase escultural, contrastam com o plano translúcido do assento, que filtra a luz e dissolve parcialmente sua própria massa. Essa oposição entre cheio e vazado, entre tubo e chapa, organiza toda a leitura da peça, e é justamente o que a afasta do mobiliário de uso coletivo convencional, aproximando-a de um objeto com lógica formal própria.


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