Sofá DS-2011
Artista: De Sede
Data: c. 1980
Edição: De Sede, Suíça
Tipo: Sofá
Dimensão: 80 x 195 x 80 cm Profundidade do assento 56 cm
Técnica: Estrutura em aço, revestimento original de época
Status: Vendida
Cód ID #435
Preço: R$ 25.000,00
O sofá DS-2011 foi produzido pela De Sede por volta de 1980, período em que a manufatura suíça consolidava uma posição singular dentro do design europeu: aliava o rigor artesanal do couro — material central de sua identidade desde a fundação, em 1962 — a experimentos formais que dialogavam com as linguagens mais livres daquela década. Nos anos 1970 e 80, a De Sede ampliou seu vocabulário para além dos volumes retos e das superfícies tensionadas, incorporando formas mais orgânicas e gestos escultóricos que respondiam ao espírito expressivo do período sem abrir mão da qualidade de execução que define a marca.
Com 195 cm de comprimento, 80 cm de profundidade e altura total de 80 cm — com profundidade de assento de 56 cm —, o DS-2011 é estruturado em aço e integralmente revestido no couro original de época, em tom azul-acinzentado. Os braços são o elemento mais característico da peça: volumosos e arredondados, descem até o piso formando os próprios apoios do sofá, dispensando qualquer pé ou base separada. O assento é composto por duas almofadas independentes, levemente reclinadas, flanqueadas por pequenos rolos de couro que reforçam os cantos internos dos braços. O encosto, unificado em painel único, se inclina levemente para trás e apresenta costura aparente ao centro, dividindo o volume em dois campos simétricos.
A decisão formal central do DS-2011 está na fusão entre apoio lateral e suporte estrutural: os braços não são apêndices da estrutura, mas a própria estrutura — o que confere à peça uma continuidade de volume incomum no mobiliário de assento. Essa integração elimina as transições habituais entre perna, braço e encosto, resultando num objeto que se lê quase como uma forma única, contínua, esculpida a partir de um só material. O couro, ao recobrir todos os elementos sem interrupção visível, reforça essa leitura monolítica e desloca o interesse formal para as dobras, tensões e costuras que articulam os volumes entre si.Sonnet 4.6














