Mesa de Jantar Extensível
Artista: Móveis Cimo
Data: c. 1960
Edição: Selada
Tipo: Mesa de Jantar
Dimensão: 76 x 142 x 92 cm Aberta: 189 cm
Técnica: Folheada em madeira nobre
Status: Disponível
Cód ID #380
Preço: R$ 16.000,00
A Móveis Cimo tem origem em Rio Negrinho, no norte de Santa Catarina, onde uma serraria com fábrica de caixas, ativa desde 1913, passou a produzir cadeiras em 1921. A virada técnica veio no fim daquela década, quando Jorge Zipperer voltou da Alemanha com o processo de laminação anatômica, e a empresa se tornou pioneira no Brasil na fabricação de compensado e madeira laminada. Reunida como Companhia Industrial de Móveis e rebatizada Móveis Cimo em 1954, chegou a operar fábricas em Rio Negrinho, Curitiba, Joinville e Rio de Janeiro e a se tornar a maior indústria moveleira da América Latina, fornecendo desde poltronas de cinema e mobiliário escolar até linhas residenciais. Esta mesa de jantar, dos anos 1960, pertence ao último período de força da empresa, antes que a chegada do aglomerado ao mercado brasileiro, no fim daquela década, desorganizasse sua produção verticalizada em madeira maciça e compensada.
O tampo é folheado em madeira nobre de tom quente, com veio corrido e bordas chanfradas em todo o perímetro, o que reduz a espessura aparente da chapa. Duas juntas transversais dividem a superfície em três trechos e organizam o sistema de extensão: aberta, a mesa passa de 142 para 189 cm de comprimento. A base é composta por dois apoios em T, recuados em relação às extremidades do tampo e ligados entre si por uma travessa horizontal posicionada logo abaixo da superfície. Cada apoio reúne um montante vertical e um pé horizontal disposto no sentido da largura, com sapatas metálicas nas pontas. Nas arestas dos montantes e dos pés aparecem as camadas listradas do laminado, que registram o processo construtivo. A peça conserva o selo original da fabricante e mede 76 x 142 x 92 cm.
A lógica do desenho está na liberação do perímetro. Ao concentrar a estrutura em dois apoios centrais unidos por uma única travessa, o projeto elimina os pés de canto e deixa o tampo avançar em balanço nas duas extremidades, condição necessária para uma mesa que muda de comprimento, já que apoios nos cantos teriam de acompanhar a extensão. O mesmo raciocínio esvazia a região das pernas de quem senta, e a distribuição dos lugares deixa de ser determinada pela estrutura. A massa se concentra na base, enquanto o chanfro das bordas mantém o tampo com leitura fina apesar do comprimento. As camadas expostas do laminado completam esse quadro: não há esforço em simular madeira maciça, e o corte revela o material industrial de que a peça é feita.


























