Vitrine
Artista: Arthur Casas
Data: c. 1990
Edição: Casas Edições de Design
Tipo:
Dimensão: 200 x 46 x 48 cm Diâmetro da prateleira: 33 cm
Técnica: Corpo cilíndrico em madeira folheada curvada com vidro curvo e prateleiras de vidro suspensas por cabo de aço. Base com gavetas radiais e estrutura em metal. Iluminação interna.
Status: Disponível
Cód ID #515
Price: upon request
Arthur Casas se formou em arquitetura pelo Mackenzie em 1983 e, dois anos depois, abriu o escritório que passaria mais de uma década dedicado quase só a interiores, sobretudo apartamentos. Em paralelo, desenhava e fabricava os próprios móveis e os vendia ao lado de peças de design italiano, entre elas as de Mario Botta, na Soho, loja que funcionava no mesmo endereço. O foco nos interiores, segundo ele, foi a forma que encontrou de se expressar num momento em que o mercado imobiliário paulistano vivia o auge do neoclássico.
Esta vitrine vem dessa fase. Desenhada por volta de 1990 e produzida pela Casas Edições de Design, ela abandona a caixa de cantos, portas e dobradiças que uma vitrine quase sempre é. Aqui, o móvel é um cilindro de dois metros, de pé como uma coluna.
Três barras de metal descem do alto até o chão e viram pés. Entre elas, o corpo: madeira folheada curvada atrás, vidro curvo na frente, um anel de madeira no topo e três faixas de gavetas na base. A barra da frente cruza o vidro de cima a baixo e divide a vitrine em duas. As prateleiras, discos grossos de vidro, não têm suporte aparente. Presas a cabos de aço finos, quase invisíveis, parecem flutuar. As gavetas saem cada uma na direção do próprio raio e, abertas ao mesmo tempo, formam um leque em volta da base, com pequenos puxadores cilíndricos de madeira escura.
No topo, uma luz embutida ilumina o interior. A madeira do fundo acende junto, o vidro quase desaparece e a coluna vira lanterna. Numa São Paulo em que o mercado imobiliário vendia o neoclássico, Casas desenhou uma coluna de outra ordem: madeira curvada, vidro e luz.
























